terça-feira, 24 de junho de 2014

Refugio



Refugiu-m em tua porta 
A espera de me deixares entrar
Que em teu coração possa morar
Antes que a esperança esteja morta


Aconchego-me em teus braços
Para que lá eu faça morada
Deixa-me ali, quietinha, calada
Me embala, me amarra em teus laços


Meu corpo é fio, quer teu calor
Tu vieste me socorrer?
Tenho medo de padecer
Sem poder ter teu amor


Deixa-me fazer ninho em tua cama
Fazer de tua pele minha roupa
Mesmo antes que eu fique louca
Que enlouqueça com meu drama


Refugia-me em teu peito
Deixa teu coração guardar o meu
Pois nada ainda se perdeu
E nós dois daremos um jeito

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