domingo, 1 de junho de 2014

Falta


A noite é eminente
A dor vem de repente
E meu peito rebenta

A falta é inevitável
A ausência insuportável
Que em mim vem e atenta

A choro é natural
A noite me faz mal
Pior, meu pensamento

A lembrança é avivada
De uma alma levada
Depois de tanto, num momento

Já não posso me deitar
Quem me dera não sonhar
E evitar a lágrima que cai

O sonho vem e apavora
Faz sofrer alguém que chora
E do pensamento não sai.

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