sábado, 31 de maio de 2014

24.10.12


Depois de sua triste morte
Percebi que não sou nada
Resistisse, fosse forte,
Mas no fim, foste calada


Tua imagem já não vejo

Seu sofrimento já não há
Paz a ti é o que desejo
Em meu coração sempre estarás


O tempo desgastará  lembrança

De tua importância em minha vida
Porém meu ser agora se cansa
De tanta mágoa e da lágrima caída


Não vou ver-te mais o andar

Nem o cheiro, a alegria, o calor
Seu choro ao me encontrar
Após o tempo sozinha, era amor


Agora nessa casa não sei o que sentir

Está vazia, cheia de tristeza
Posso ver pelos cantos a ti
Dias atrás, tanta beleza


Tantos anos...passou depressa

A morte traiçoeira lhe encurralou
Que circunstância estúpida essa
Que dos meus braços a tirou?


Foram anos de amor e amizade

E não há outro ser perfeito
Só lamento ter-se feito tarde
E a vida levar-lhe de modo cruel


As palavras existem pra serem ditas

Para podermos nos expressar
Porém não há nenhuma forma de escrita
Para que eu possa a ti explicar


A saudade eterna sempre será

Meu amor por você não terá fim
E toda essa dor não cessará 
Fui única a ti, assim como tu a mim


Não disse-lhe tudo o que queria

Fiz e falei coisas que não deveria
Porém fizeste-me tão feliz
Se houvesse mais tempo, retribuiria


Ficaste tão caída, tão fraca

Sua respiração com o tempo diminuiu
A realidade foi como uma faca
Quando meu olhar sem vida a viu


De repente vi seu corpo parado

E ainda havia calor
Deitada bem ao meu lado
Encheu-me os olhos de pavor


Tanto cuidado, foi tanto amor

Para um fim tão doloroso
E friamente a terra tapou
O meu bem mais precioso


Ainda posso ver-te ao meu lado

Como se em matéria ainda estivesses aqui
Sua maneira devagar de andar
Pela idade que castigou a ti


Como se ainda fosses pedir-me colo

Daria o que não tenho pra poder lhe salvar
Agradeço seu amor e não me calo
Pelo resto da vida irei te amar


Dos olhos não esqueço, a ti ainda chamo

O rostinho, carinho, a amizade
O que posso dizer é apenas te amo
Obrigada minha única amiga de verdade.

Com Você


Não quero que esse momento tenha um fim
Se tudo é nada sem ti
Porquê é verdade que não sou nada 
E eu espero te ver sorrir

Por todas as palavras não ditas
Todos os erros cometidos
Tanto tropecei, que caí
tantos os sentimentos reprimidos

Me seguro nesse momento
Sangrando meu frágil coração
Esperando, chorando e calando
Sem deixá-lo ir contra razão

Só quero que saibas
Contando, não irei lhe deixar
Palavras são meu coração e alma
Que apenas não sei demonstrar.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Maldita


Maldita seja esta dor que invade
Adentrando-me sem dó
Transformando meu riso em lágrima 
Me afogando nelas...e só

Maldita a fúria que me toma
E entrelaça fundo meu peito
Arrebatando cada fibra
E cortando-me sem jeito

Maldito o sangue que pulsa
Nestas veias, tão escassa
Como o veneno que queima
Efeito que nunca passa.

Sem você

Mesmo querendo ficar contigo
Aqui não quiseste ficar
Teu desejo não foi o bastante
Aqui não era o teu lugar

Promessas não dizem nada
Se tu não fizeres acontecer
Meu sonho, o mais importante
Encontrar-lhe e poder transcender

Esperei por muito a resposta
Que por fim não vingou
Depois que fostes embora
Nada mais a mim restou

É aparente que estou bem
O sorriso esconde o que sinto
Mas as noites são testemunha
De que o que falo, minto.

Contigo



Vê-lo dormir e tê-lo sempre ao lado
Acalma meu coração
Com teu semblante
Aumentas minha paixão

Levantar contigo todos os dias
Com teu abraço, sorrisos e olhares
Seus olhos castanhos se abrindo

Estar contigo, não há nada melhor
Posso acordar e continuar a sonhar
Ter um futuro bom ao seu lado.

É Tarde



Segurei em sua corda
Como se não fosse me soltar
Escutei o que você disse
Como se pudesse acreditar
Agora é tarde pra voltar...

Precisei de seu amor falso
Era como fogo pra mim
Uma chama ardente
Que consumia até o fim
É muito tarde enfim...

Você vem e me corta
Esperando se desculpar
A chama se torna cinza
Que o vento vem soprar
Agora é tarde pra juntar...

Você me teve em suas mãos
Assim como ao meu coração
Me segurei em sua corda
Para não cair no chão
Porém é tarde para a paixão.


Anjo de Misericórdia


Anjo de misericórdia
Como foi que me encontrou?
De repente, até que um dia
Com amor veio e me tomou.

Conte-me sua história
O que você sente
Não és a escória
És alguém que sente

Faça-me flutuar
Abraça-me forte
Quero alto poder voar
Provar desta tua sorte

Esqueça as tristezas
Perdoe meus pecados
Compartilhe as certezas
Não lembre o passado.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Belezas


Dia confuso, de chuva, de sol
Cansaço, pensamentos e só
Calor. A neblina, as gotas de chuva
O verde balança e molha, que dó

As árvores dançam e falam caladas
O céu de nuvens negras, se ilumina
O sol já sem brilho se esconde 
Belezas escassas, cintila

As gotas batem e se espalham
Banham tudo o que trocam
Chuva leve de pingos inacabáveis
Orvalhando vidas que brotam.

Sono


Sonoro som do sono
Um estrondo que não ouço
Minhas pálpebras logo avisam
No papel vai um esboço

Um cochilo para o sonho
No travesseiro Eu deito
Mil pensamentos me rondam
Tranquilidade enche meu peito

Nesta noite, já tão tarde
A madrugada toma conta
E os olhos fecham pesados
Para meu descanso estou pronta.

Na Rua


Rostos passam nas ruas
Com histórias escondidas
As almas quase nuas
Cada uma, uma vida

Pegadas pelo chão
Apagadas pelo vento
Passos dados em vão
Marcas no firmamento

Sonhos tão reprimidos
Segredos não contados
Amores arrependidos
Atos mau calculados.

Tarde


Tarde calma e tediosa
Dia estranho, sem humor
O silêncio que apavora
Tráz-me sempre este torpor

Mal vejo a hora passar
O Sono bate a cada instante
O tédio não não deixa descansar
Contínuo estresse suplicante

Não me sinto nada bem
Em meio a todo esse tormento
O enjoo que vai e vem
Maresia, sono,descontentamento.

Antítese


O inverno não é mais frio
Mais frio é meu coração
Num tempo de velhos amores
No vasto da solidão

Noturno, sem dias claros
Deprimente numa noite chuvosa
Uma alegria triste  presente
Na dor profunda e perigosa

Se sonhos se realizam de fato,
Os pesadelos também tornam reais
Insônia carregada de cansaço
Sono que não passa mais

Vontade de ser o que não sou
De ficar Lá estando aqui
De ir embora e voltar
De chorar de tanto rir.


Sparky Angel


Olá anjo iluminado, sombra na escuridão,
Fantástico sonho de minha sensata paixão

Mal sabes de meu desejo profano,
Profundo e intenso engano

Caminhas lentamente, sem o chão tocar...
Conheces meus medos, ensina-me a amar

Cheio de orgulho, teimosia e fervor,
Preenches minh'alma repleta de dor

Te vejo sorrindo, isso me faz feliz
Se fala ou se cala, bem sei o que diz

Me envolve em tuas asas, transmites calor
Suas doces palavras, seus gestos...amor.

Encontro


Há uma angústia que aperta-me o peito
Como você estará?
Sofrendo do mesmo jeito,
Ou a alegria veio lhe embalar?

Eu te peço, conte-me tudo
Não, não fujas de mim
Bem sabes que não julgo
Entregue-se logo a mim

Confie somente em meu amor
Já que teu é meu coração
Não se abale com o torpor
Da maligna solidão

Estendo a ti meus braços
Para poder lhe abraçar
Não se envolva neste laço
Lutarei para lhe salvar.

Queria ter te conhecido antes



Queria conhecer-te antes
Pois não teríamos medo da dor
Queria poder estar com você
Quando seu coração descobriu o amor

Quando seu corpo soube o que é desejo
Estar contigo antes de sofrer
Estar sempre ao seu lado
Amar, se entregar e viver

Queria ter-lhe conhecido antes
Quando meus sonhos começaram a nascer
Quando ainda tinha esperança
E não tinha por quê sofrer

Pena termos nos desencontrado agora
Já com o rosto tão abatido
Com amores viciados
De coração tão oprimido

Com uma imagem desfeita
Da felicidade, de se entregar
Queria ter-lhe muito antes
Antes até de a vida querer me levar.

Fora de Linha


De repente me vi em suas mãos
Porém você, nunca esteve nas minhas
Estamos num trem que desencarrilhou
Ou nós dois perdemos a linha?

Estamos totalmente em seu controle
Eu nada pude fazer
Sob suas palavras arrebatadoras
Que me puxam mais a você

E essa gravidade esmagadora
Nada é, comparada  a minha dor
Ou a essa força que me prende
As lembranças assassinas desse amor

Uma linha que arrebentou
Um livro sem um fim
Um rio que deságua no mar
Sua essência transborda em mim.

sábado, 24 de maio de 2014

Eu sou II


Sou aquela com quem ninguém sonhou
E que ninguém quer encontrar
Sou perdida, ninguém procurou
Criatura que ninguém quer amar

Presa num mundo de dor
Entre sonhos e realidade
Presa em lembranças de um amor
Sou quem morre de saudade

O que eu quero e o que tenho que fazer
Ambas coisas que tenho que lidar
Com sonhos que não se tornam reais
Sou quem tenta se conformar.

Hoje


Hoje, pensei em diversas coisas
E nenhuma pareceu ter sentido
Tantas lágrimas escorreram dos olhos
Inundando um coração partido

Hoje, nada foi alegre
E eu não me senti bem
Não vi a luz no fim do túnel
Ouvi a aproximação do trem

Hoje, as flores não tiveram perfume
E eu não vi o sol brilhar
Não ouvi o canto dos pássaros
Mas vi estrelas...a se apagar

Hoje, eu pensei em você
E não foi com tanto pesar
Foi apenas uma ponta de saudade
Que queria se manifestar.

Fugir


As vezes eu quero fugir
Mas não há pra onde correr
Quero poder andar pelas ruas
E não pensar em você

Foram tantas palavras não ditas
O silêncio  ficou no ar
Sua ausência, a minha dor
Espero poder suportar

Eu desejei que você voltasse
E agora você está aqui
Não sei se faz diferença
Te ter ou te ver partir

Pensei que nada mudaria
Me acostumei a não te ter,
Mas os dias mudaram
Você voltou, mas não há o que fazer.

Diga-me


Diga-me o que fazer
Não consigo me ordenar
Não é tarde para rever
Mas você não sabe o que falar

Eu estou esperando aqui
Mas amanhã posso ir embora
Eu era aquela sempre a sorrir
E hoje eu sou a que chora

A todo momento fiz meu melhor
Además sempre sonhando
Mas me sobrou só o sabor
E a dor de estar acordando.

Despedida II


Pelo  fogo que agora é cinza
Do tornado sobrou apenas o vento
A alegria se torna tristeza
Aumentando esse tormento

O amor trás o encanto 
A emoção leva a dor
Seu sorriso expulsa o pranto
Seu olhar, o meu calor

Se aproxima sua distância
É escuridão o seu olhar
É constante sua ausência
No meio do nada, me afogar

É minha tristeza, agonia
Me perder ao te encontrar
Fica a lembrança de um dia
Ver o destino nos separar.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Espaço


E tudo parece tão lógico
Estão todos em seu lugar
Conversas, risos, olhares...
Não há sentido a encontrar

Como num mundo paralelo
Ou uma estrada de duas mãos
O silêncio inesperado no grito
O vazio de uma multidão

Um espaço que eu não tenho
O lugar para onde quero fugir
Esta é minha vida, quem sou
Para onde poderia ir?

Essas vozes no vácuo me dizem
Que não há nada nem aqui nem lá
E eu respondo em uma frase:
Não faço nada além de sonhar.




Sem Palavras


Há tempos que não escrevo
Que não falo o que sinto
E quando exponho meus sentimentos
Digo a verdade, eu não minto

Me parece que estou em paz
Pois não choro aquela dor
Não relembrei os momentos felizes
E não sofro mais por amor

Tão claro é o céu de dia
A escuridão a noite cai
Minha vida tão pobre e vazia
E o torpor, rapidamente, se vai.

Saudade



E continuo a sentir sua falta
São suas lembranças a me perturbar
Lembranças de quando estive ao seu lado
Olhei nos teus olhos, teu rosto pude tocar.

Parecia que já nos conhecíamos,
Mas por medo de me machucar
Não quis lhe dar uma chance.
Mas melhor é morrer agora que não te ver voltar.

Doeu quando ouvi dizer
Que gosta tanto assim de mim
E que se preocupa comigo
Sinto um vazio que não mais tem fim.

Um  aperto no  coração
Quando tento simplesmente te amar
É um amor que transcende a realidade
E que não há palavras para explicar.

E sem medo, só queria que você tentasse
Só queria que você pudesse sentir,
Que olhasse no fundo dos meus olhos
E enxergasse o que significa pra mim.

Um dia, talvez, você me diga
Que fui eu que não lhe entendi
Aí então eu responderei
Que eu chorei sua dor e com sua felicidade eu sorri.

Será eu a pessoa certa na hora errada ?
Diga-me  logo, não demore, por favor,
Estou esperando sua resposta,

Mas as coisas mudarão quando eu for.

Incerteza



Poderia passar a eternidade pensando
Quanto mal você me fez
Poderia passar as noites me afogando
Nas lágrimas que caem de vês.

Não inventarei desculpas, não mentirei
Não farei o que fizeste comigo
Não fugirei da dor, não negarei.
Não tornarei isso um castigo.

Eu sofri sim, não foi mentira
Eu chorei por horas, até adormecer
Eu gritei de dor, pela ira
Pela vontade de não amanhecer.

Pelas meias desculpas pensei
Que estaria outra a te amar
Que não eras aquele por quem me apaixonei
E que depois tornou a voltar.

Soube da verdade no exato momento
Da verdade que sempre esperei
Que me trouxe o contentamento,
Mas pó desfecho ainda não sei.

Fico inquieta com a incerteza
Esperando logo, poder te encontrar
Divididos por essa distância
Mas te encontrando aos olhos fechar.


Realidade



Muitas vezes me perguntei
Se te amei de verdade
Meus atos me revelaram
E sei que nada foi falsidade.

Eu não pensei em minhas palavras,
Mas nem tampouco eu menti
Não medi nenhum dos meus atos
E em nenhum momento eu fingi.

Tão claro, sei que é amor
Pelo menos é claro para mim
Mas teus olhos claros me mentiram
Mentiram seu amor, por fim.

De coação claro, consciência limpa
Olhos de tristeza e lágrimas de dor
Fugindo do passado, medo do presente
E no fundo do peito guardei esse amor.





quinta-feira, 22 de maio de 2014

Volta



Ele aparece depois tempos de espera
Seu fantasma torna real o que não era
Falando de si e do que passou.

Sua volta foi uma surpresa
E descobrindo toda a frieza
Em calor a transformou.

Ele logo volta! Porém nunca se foi
Não sei se pensa em nós dois
Em retornar de onde parou.

E um dia surge do nada
Com uma palavra inesperada
Dizendo-me que ficou.

Eu não sei o que pensar
Nem tampouco como questionar,
Só sei que sua volta me fez feliz.

Numa conversa sem demora
Vem de novo a dor de quem chora
Pois ele abriu a cicatriz.

O tempo me estava curando
Mas a saudade dói tanto
E a dor me fazia infeliz.

Sei que estás de volta, mas nada irá mudar
Será apenas eu aqui a lamentar

E relembrar o que você me diz.

Transição



Do amor ao ódio há um curto espaço
E neste espaço eu atravesso num segundo
Eu costumava conhecer tudo o que faço,
Mas com você eu deixei meu amor pelo mundo.

Então, de te amar a detestar, passei
E de te admirar a não te conhecer
Te acreditar ou não? Não sei!
E o amor nesse meio tive que esquecer.

O amor que eu tive foi o teu
Tudo que conheci veio de ti
E esse sentimento, enfim, morreu
Ao saber que irias partir.

De ódio ao amor
E do amor ao ódio,
Da beleza ao furor
Da fantasia ao tédio.

Minhas lágrimas de tristeza
E meu choro incessante
Eu que era fã de tua singeleza
Hoje nada sou; nem amada e nem a amante.





D.A.N.I.E.L.



Dane-se o mundo em que você não existe
Que fazer nesta solidão?
Apesar de tudo, a verdade insiste
Mas para ti, amor, foi tudo em vão.

Amor, que faço agora?
Sem minha alegria, sem vida, sem você,
Mas um dia quando eu for embora
Quero de ti recordar, reviver.

Nada importa...nem o sol, nem a lua
As estrelas do céu ou o ar
Ao caminhar sozinha pela rua
Lamento não poder te admirar.

Imagino meus sonhos, na realidade,
Despedaçados como uma rosa ao desfolhar
E maldita seja essa verdade
Que não é ao meu lado o seu  lugar.

Escolhi onde eu deveria ficar
Nos seus braços, com seu amor
Descansar nos seus beijos, me perder em seu olhar
Só não podia imaginar essa dor.

Levarei você nos olhos meus,
O teu toque em meu coração
O sabor dos lábios teus
O seu sorriso na minha escuridão.



Sua Imagem


Sua imagem, que me encheu a almaSua falta, que me deixou entãoO remorso, que me persegue dia e noiteNum segundo, um mar de emoção. É pior do que imaginoBem mais grave pra poder suportarMais profundo é o que sintoDoloroso ao penetrar. Comparando passado ao presenteEscutar! Não ouvir nada de tiProcurando um caminho já trilhadoRodeando a mim mesma, e me iludir.

  

Ficar

Eu desejo que você fiqueMesmo sentindo que vou explodir,
Mas não preciso de seu amor
Para de novo poder ser feliz

E sangrando eu continuo
Juntando os pedaços eu vou
Mantendo um sorriso falso
E acreditando no que acabou.

Suas pegadas no meu caminho
E palavras não pronunciadas
Olhares, sorrisos e paixão
Boca venenosa; sem desculpas dadas.

Eu não quero um abraço ou prece
O que necessito é apenas me curar
Poder fugir nessa louca estrada
E se eu for, poder ficar



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Perdida



Com sua ausência, nada tem sentido
Tudo gira, não sei o que fazer
Eu perdi meu rumo na vida
Me perdi ao te perder.

No fundo desejo sua volta,
Mas na verdade também não quero voltar
As vezes eu acho que não há um jeito
De fazer a dor passar.

Eu não sinto onde estou pisando
Eu não sei pra onde devo andar
Eu não me vejo mais no espelho
Não consigo mais me encontrar.

Não tenho um caminho certo
Foi tão fácil me perder
E talvez um dia eu esqueça
Que doloroso e difícil perder você.






Respirar



Esta noite eu minto pra mim mesma
E finjo que nada me dói
Desejando que você não volte
E lamentando que você se foi.

Eu junto meus pedaços novamente
Talvez um dia eu possa me curar
Você é o vento, que eu não posso tocar
Você é, como uma onda no mar.

A cada passo, mais um tombo,
Mas eu só quero lhe dizer
Que não há ninguém pra assim
Não há ninguém como você.

Seguir com a minha vida
Quero me encontrar, e libertar
Ser quem eu era antes de você
Eu preciso voltar a respirar.


Escrevo Sobre Você



Quando se chora, não se sabe falar
Em qualquer lugar se sente
Não sabe ao certo o que pensar,
Mas quando escreve, não mente.

Você se vai e leva a alegria,
Mas presente estás aqui
Posso ouvir, sentir...noite e dia
O tempo passa, mas não para mim.

Eu acordo triste e choro
E escrevo sobre você
Um pouco a cada dia eu morro
E já não sei se é certo escrever.

E não sei se é certo pensar
Não querer sentir e saber que se ama
Pensar no bem, é que se engana.

És como um sonho que se vai
E nunca mais se volta a ter
Que quando acorda não se tem mais
E ao dormir, não mais se vê.

Ao acender a luz, não está claro
E você não está tão perto
Aos meus olhos, seus olhos raros
Mostravam o que era e que não é mais certo.


Me perdi e só eu conheço o lugar
Fechar os olhos; no meu quarto agora
No silêncio posso escutar
E lembrar de quando se vai embora.

E eu escrevo sobre você
Sobre os lugares, sobre o amor
Sobre tudo aquilo que queríamos fazer
E também aquilo que não se realizou.

Eu sinto o peso da solidão,
Da solidão que quebra a calma;
As batidas de um coração,

Do coração num corpo sem alma.

Meu Sonho II



Em sonho me vieste assombrar
E eu nada posso fazer
Ao acordar me deparo com a verdade
Eu ainda estou ligada com a você.

Na minha alma, meu respirar
Em meu coração, na minha mente
No meu pensamento, meu caminhar
Em tudo que há em mim estás presente.

Não quero que isso permaneça
E de tudo eu tento fugir,
Mas nem quando estou inconsciente
Posso fazer você desaparecer...partir.

Vejo o seu reflexo em meus olhos
Seu sorriso me faz suspirar
E eu não consigo te afastar ou te esquecer
E contra mim mesma eu tento lutar.


Relembrar    


   
Eu não quero dizer teu nome
Nem sequer posso lembrar
Sem encher os olhos d’água
E sentir a dor me tomar.

Eu não quero pensar em ti,
Mas sem querer lembro tua voz
E o meu choro vem de repente
A cada momento que penso em nós.

Eu não quis chorar de novo
E eu desejei não acordar
Pois só dormindo eu sou feliz
E em sonho posso te amar.

Eu adormeço e sonho contigo
Só assim posso te tocar,
Mas quando eu abro os olhos
Posso ver que não estás.

Relembrar tudo me dói,
É impossível te esquecer
Cada beijo...toque...olhar
Cada palavra, gesto...você.

Suas carícias, seus sorrisos...amor;
Seus lindos olhos a me observar,
Suas palavras de carinho a mim
Você...a quem eu podia amar.


De nada agora importa,
Restaram – me suas lembranças, então;
Não quero pensar, nem falar de ti
Ou tirá – lo do meu coração.