Toma-me pela mão, querido
Chama-me de tua, pois quero ser
Tais tempos de sofregdão já idos
E meu desejo teme se perder
Meus fardos sombrios e pesados
Em minhas mãos tão calejadas
Um suspiro meu, assim desolado
Pelas palavras não pronunciadas
Como morrer num dia frio
Corpo e alma juntos falecem
Nesse gélida espera, um calafrio
Minhas tentativas de roubar-te, padecem
Seguro-me a ti, ó belo
Teu ser pode fazer-me o bem
Mesmo que imaginário seja o elo
Em nosso silêncio se mantém
Abdico de mim, de meus medos
Abdico desse meu sonho supremo
Desse meu deprimente enredo
Abdico da solidão, e a temo.

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