O tempo zomba de mim
Por tudo que eu esperei
E ele me enganou, bem sei
Quando esperava ter um fim
Quando esperava ter um fim
A saudade acha que a quero
E tenta fazer morada
De forma tão desentrelada
E num segundo, me desespero
A hora se nega a passar
Parece que o tempo parou
Mas eu sei que nada mudou
Desde quando te vi chegar
Mas agora estás tão distante
E o silêncio me faz companhia
E eu espero torpemente o dia
Que possa tê-lo num instante
Costumava achar que era forte
Que aguentava tudo calada
Porém me encontro amedrontada
Contando apenas com minha sorte
A saudade também é zombeteira
Com sua presença se vai
Ela se aproxima, brinca comigo e sai
Deixando-me por curto tempo, faceira
Então, de novo, cá estou eu
Com tempo de sobra e com saudade
E esta dura e insensata ralidade
Me impele para seu apogeu.

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