sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Triste Idolatria

Tão incrivelmente arrebatador e divino
Que não creio ser simples e humano
O teu corpo que busco tocar
Singelamente como teclas de piano

Foste moldado, banhado ao luar?
Com luz do sol em pleno verão?
Sem controle, tremo pelo contato
Em êxtase, em total inquietação

És jeito de desconhecida fórmula
Lábios úmidos, de maneira tal
Mentém-me na sede, de súbito
Logo afogando-me de modo fatal

Como podes ter pele tão quente
Que causa a mim curiosidade?
E mesmo sem tocar-te, o beijo
No mundo que crio, minha verdade

Te dispo e imagino-te fielmente
Tal qual como és, num delírio
Que de repente faz-me triste
Por essa enganação, doloroso martírio

Dou-lhe adeus, mas não esquecerei
Tua importância não mensurável
Vou apenas abster-me do trabalho
De medir tua beleza incalculável.






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